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LerGratis · Alemão
Fausto
Johann Wolfgang von Goethe
1808 · 440 págs.

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Fausto

de Johann Wolfgang von Goethe
Ano1808
Páginas440
Língua orig.Alemão
Leitura~12h
LicençaDomínio público
Tempo de leitura estimado
A velocidade média · 440 páginas
12h
aprox.

Sobre o livro

Fausto, cuja primeira parte foi publicada em 1808 e a segunda em 1832 pouco antes da morte de Goethe, é a obra à qual o autor dedicou mais de sessenta anos de vida, trabalhando nela desde a juventude até às últimas semanas de existência. O sábio Fausto, que esgotou todas as disciplinas sem alcançar o conhecimento fundamental que procura, conclui um pacto com Mefistófeles: se Mefistófeles conseguir fazê-lo dizer de um momento que é tão belo que quer pará-lo, Fausto lhe pertencerá. A primeira parte, de longe a mais lida, concentra-se na história de Fausto com Margarida (Gretchen), jovem inocente que ele seduz e que destrói com uma cadeia de consequências que não tinha previsto. A segunda parte, mais alegórica e difícil, leva Fausto através da história humana universal até à redenção final.

Temáticas e significado

Mefistófeles define-se no Prólogo no Céu como uma parte daquela força que quer sempre o mal e produz sempre o bem: não é o Mal metafísico mas a negação necessária, o princípio de contradição sem o qual nenhuma energia seria possível. Fausto não procura poderes mas a totalidade da experiência humana, sentimento, pensamento, ação, e este apetite de absoluto é o que o torna ao mesmo tempo admirável e destrutivo para Margarida. O facto de a história de Gretchen ocupar o centro emocional da primeira parte e de a sua destruição não ser apresentada como consequência da maldade de Fausto mas como custo inevitável da sua busca é o ponto mais incómodo do texto: Goethe não absolve Fausto, mas não o condena do modo que uma moral convencional exigiria.

Por que ler hoje?

Fausto é o texto que codificou na cultura europeia a figura do intelectual que não se contenta, que empurra para além de todos os limites na procura de uma experiência total, e que deixa atrás de si destruição proporcional à amplitude da sua ambição. Esta figura atravessou a modernidade em variações que vão de Frankenstein a figuras contemporâneas da tecnologia que prometem não fazer o mal enquanto mudam as estruturas da vida social a uma velocidade que nenhum sistema de verificação consegue acompanhar. Quem lê a primeira parte do Fausto hoje encontra um drama da irresponsabilidade intelectual que não precisa de atualizações alegóricas para resultar pertinente.

📚 Sabia que…?

Charlotte Brontë publicou Jane Eyre sob o pseudónimo Currer Bell para evitar o preconceito contra autoras.